03 de Novembro de 2026
A Disney avança com um novo plano de redução de custos que pode resultar em milhares de demissões em diferentes áreas da companhia. Segundo fontes ligadas ao assunto, a gigante do entretenimento pediu a alguns gestores que trabalhem com uma meta de corte de até 20% nos custos anuais.
A economia deverá vir tanto da redução de postos de trabalho quanto da diminuição de despesas operacionais. Embora a empresa mantenha silêncio oficial sobre os detalhes, os bastidores já estão movimentados. E, como toda notícia envolvendo a Disney, uma pergunta inevitavelmente ecoa pelos corredores dos parques e pelas redes sociais: será que Mickey e Pateta precisam se preocupar com seus crachás?
Por enquanto, os personagens mais famosos da companhia parecem estar seguros. O alvo dos cortes deve ser algumas áreas corporativas e divisões específicas, incluindo parques temáticos, canais de televisão e o estúdio cinematográfico. A estratégia do CEO Josh D’Amaro é usar parte dos recursos economizados para reforçar investimentos em produções de cinema e TV, tecnologia, parques e cruzeiros.
A medida faz parte de um esforço da empresa para sustentar a meta de crescimento de dois dígitos no lucro ajustado por ação neste ano fiscal.
A nova rodada de ajustes não chega exatamente como uma surpresa. Nos últimos anos, a companhia já promoveu cortes que eliminaram milhares de empregos em praticamente todas as suas divisões, incluindo ABC, Pixar, ESPN, o estúdio de cinema e a área de experiências. Ao final do último ano fiscal, a empresa contava com cerca de 231 mil funcionários em todo o mundo.
O movimento acompanha uma tendência observada em boa parte de Hollywood. Empresas como Netflix, Sony Pictures e os grupos Paramount e Warner Bros. também vêm reduzindo equipes diante da queda das receitas da TV tradicional e do cenário mais competitivo no streaming.
Além disso, o setor enfrenta uma disputa cada vez mais intensa pela atenção do público. Redes sociais, vídeos online e plataformas operadas por gigantes da tecnologia, como Amazon e Apple, disputam o mesmo tempo de tela que antes pertencia quase exclusivamente aos estúdios e canais tradicionais.
Enquanto executivos revisam planilhas e discutem eficiência operacional, fãs acompanham tudo com uma mistura de curiosidade e preocupação. Afinal, em um momento em que a palavra de ordem é corte de custos, a dúvida continua no ar: a tesoura corporativa chegará perto do Castelo da Cinderela ou Mickey e Pateta seguem com contrato garantido por muitas temporadas? Por enquanto, parece que o rato mais famoso do mundo ainda não precisa atualizar o currículo.
Com informaçōes da Bloomberg