Gasolina e alimentos pressionam a inflação. Veja como economizar

Gasolina e alimentos pressionam a inflação. Veja como economizar

Os produtos que mais contribuíram para essa alta foram: cenoura (25,43%),  cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%)

O preço dos alimentos e dos combustíveis pressionaram o bolso do brasileiro em abril e fizeram a prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), fechar em 0,89%. O resultado está acima do apurado em abril (0,44%) do ano passado e é o maior desde fevereiro (1,23%). Em 12 meses, o índice acumula 4,37%. Nos 12 meses terminados em março, o IPCA-15 estava em 3,9%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com os preços em alta, consumidoras e consumidores, precisam ter atençāo redobrada na hora de ir às compras e de dirigir para nāo pesar no orçamento.

Dentro do grupo alimentação e bebida, o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os produtos que mais contribuíram para essa alta foram: cenoura (25,43%),  cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,70% (o dobro do mês de março (0,35%).

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, avalia que um dos motivos para a alta nos alimentos é o processo de entressafra. “A menor produção de alguns itens, inclusive leite, tem pressionado o indicador”, afirma.

Planejamento para ir ao mercado
  • Inventário: confira a dispensa e a geladeira antes de sair para evitar comprar o que já tem.
  • Lista: anote a quantidade necessária de cada item para evitar excessos.
  • Orçamento: estabeleça um valor máximo semanal ou mensal para gastos.
  • Evite a fome: ir ao mercado com fome aumenta o risco de compras impulsivas.
  • Preço unitário: nem sempre o pacote maior é mais barato. Olhe o preço por quilo ou litro.
  • Marcas próprias: experimente marcas do próprio supermercado, que geralmente são mais baratas e de boa qualidade.
  • Prateleiras: os produtos mais caros costumam ficar na altura dos olhos. Procure nas prateleiras mais altas ou mais baixas.
  • Produtos da estação: frutas, legumes e verduras da época são mais baratos e frescos.
  • Produtos próximos ao vencimento: aproveite promoções de itens com validade próxima se for consumi-los rapidamente.
 
Hábitos de compra
  • Frequência: prefira fazer compras grandes uma vez por mês, reduzindo as idas ao mercado.
  • Atacarejos: priorize atacadistas em vez de supermercados convencionais.
  • Evite intermediários: compre temperos e condimentos em casas de produtos naturais e evite pacotes prontos.
  • Dias de feira: aproveite os dias de hortifrúti do supermercado ou compre na feira no final do horário, quando há mais descontos.
 
Dicas para economizar combustível
  • Dirija com suavidade: evite "pisar fundo" e antecipe frenagens tirando o pé do acelerador antes de semáforos.
  • Velocidade constante: use marchas altas em velocidades de cruzeiro e, se possível, o piloto automático em estradas.
  • Pneus calibrados: pneus descalibrados aumentam o arrasto e o consumo.
  • Ar-condicionado x vidros abertos: em baixa velocidade, prefira vidros abertos. Em velocidades superiores a 80 km/h, o ar-condicionado é mais eficiente, pois vidros abertos aumentam o arrasto aerodinâmico.
  • Manutenção preventiva: troque filtros de ar, combustível e velas nos prazos indicados, pois motor sujo ou desregulado consome mais.
  • Evite peso extra: tire itens desnecessários do carro para diminuir o esforço do motor.
  • Desligue o motor: em paradas longas (cancelas, trens), desligue o motor.
  • Ponto morto na descida não economiza. Carros modernos injetam combustível na marcha lenta, enquanto descendo engrenado (com a marcha engatada) o consumo é zero.
  • Aquecer o motor: não é necessário aquecer o carro parado por muito tempo, comece a andar suavemente.

Como é feito o cálculo

Para chegar à prévia da inflação do mês, o IBGE pesquisa o preço de nove grupos de produtos e serviços. Confira a evolução e o impacto em pontos percentuais (p.p.):

Alimentação e bebidas: 1,46% (0,31 p.p.)

Transportes: 1,34% (0,27 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,93% (0,13 p.p.)

Habitação: 0,42% (0,07 p.p.)

Vestuário: 0,76% (0,04 p.p.)

Despesas pessoais: 0,32% (0,03 p.p.)

Artigos de residência: 0,48% (0,02 p.p.)

Comunicação: 0,48% (0,02 p.p.)

Educação: 0,05% (0,00 p.p.)

Combustíveis

A alta do grupo transportes é explicada pelos combustíveis, que subiram 6,06% no mês. De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, a gasolina foi o que mais pressionou o IPCA-15, com alta de 6,23%, o que representa impacto de 0,32 p.p. O óleo diesel subiu 16% no mês, com impacto de 0,04%.

O conflito no Oriente Médio tem causado reflexos negativos na indústria do petróleo. Um dos motivos é a situação delicada no Estreito de Ormuz, ao sul do Irã, que tem vivenciado seguidos bloqueios. Pela via marítima, costumava passar - antes da guerra com os Estados Unidos – cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

A instabilidade na cadeia de produção resulta em menos oferta do produto e consequente elevação de preços. O petróleo e seus derivados, como a gasolina e o óleo diesel, são commodities, isto é, mercadorias negociadas a preços internacionais. Isso explica por que os preços sobem até mesmo em países produtores, como o Brasil.

O governo brasileiro tem tomado medidas para conter a escalada dos derivados de petróleo, com medidas como a isenção de cobrança de impostos e subsídio a produtores e importadores. 

Para Queiroz, da Apas, “um conjunto de ações adotadas para atenuar os efeitos da guerra sobre a economia doméstica têm apresentado ainda efeito diminuto, mas importante”.

Com informaçōes da Agência Brasil

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