Foto: José Cruz/Agência Brasil
23 de Setembro de 2026
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu 70 processos administrativos contra postos de combustíveis suspeitos de praticar aumentos abusivos nos preços. As empresas investigadas podem ser multadas em até R$ 14 milhões com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
A medida foi tomada após informações encaminhadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que identificou aumentos de margem de lucro superiores a 70% em postos localizados nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná.
Segundo a Senacon, os estabelecimentos terão prazo de 20 dias para apresentar defesa.
Na última sexta-feira (18), a ANP informou ao Ministério da Justiça que recebeu cerca de 330 denúncias sobre possíveis aumentos injustificados nos preços dos combustíveis. Os dados foram compartilhados com a Senacon para auxiliar as ações de fiscalização e o monitoramento do mercado.
Diante das suspeitas, a secretaria convocou uma reunião nacional emergencial com órgãos de defesa do consumidor para coordenar operações de fiscalização em todo o país.
O objetivo é identificar e punir possíveis práticas abusivas, especialmente em situações em que os reajustes cobrados nas bombas não sejam compatíveis com os custos reais de comercialização.
Para evitar pagar mais caro pelo combustível, os consumidores podem consultar a pesquisa semanal de preços divulgada pela ANP.
O levantamento mostra os valores mínimos, médios e máximos praticados em cada município pesquisado, permitindo comparar os preços cobrados pelos postos da região.
A consulta pode ser feita no portal oficial da ANP, na seção "Levantamento de Preços de Combustíveis", onde são disponibilizados relatórios atualizados para gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha.
Além de comparar os valores, especialistas recomendam que o consumidor guarde comprovantes de abastecimento e denuncie ao Procon ou à própria ANP casos em que identificar aumentos considerados excessivos ou indícios de irregularidades.
De acordo com a Senacon, a estratégia combina medidas preventivas e ações punitivas para impedir que postos aproveitem momentos de instabilidade do mercado para elevar preços sem justificativa.
A expectativa é que as fiscalizações sejam ampliadas nos próximos dias, principalmente nas regiões onde foram registradas as maiores variações de preços.