Governo reage a tarifaço dos EUA e diz que aplicará Lei da Reciprocidade

 Governo reage a tarifaço dos EUA e diz que aplicará Lei da Reciprocidade

O governo federal se posicionou contra a “imposição de tarifas unilaterais ao texto classifica o momento como um “marco lastimável” para a história das relações entre oBrasil pelos Estados Unidos”. Num documento de duas páginas, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) repudiou a taxa de 25% aplicada e argumentou que não há justificativa para a medida.

Em tom crítico, o texto classifica o momento como um “marco lastimável” para a história das relações entre os dois países. Além disso, ressalta que o Brasil “não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio” — em referência às apurações dos EUA com base na Seção 301 da lei que regula o setor estadunidense.

  • US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços acumulados pelos Estados Unidos nos últimos 15 anos com o Brasil, segundo estatísticas do governo norte-americano;
  • Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto, e a alíquota média aplicada sobre produtos norte-americanos foi de 3,1%;
  • A atuação do governo brasileiro junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), no último ano, pelo encerramento das investigações e com evidências que refutavam as acusações sobre as supostas práticas desleais impostas pelo Brasil;
  • Nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, 63 das 78 intervenções feitas por representantes dos setores privados brasileiros e norte-americanos foram investidas ao tarifaço.
A nota acrescenta que o governo federal declarou serem “descabidas” as declarações dos Estados Unidos em relação ao Pix e à regulação de plataformas digitais, “bem como absurdas as acusações sobre desmatamento”.

"O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e crianças contra a ganância de uma coleta de tecno-oligarcas", critica o documento

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também afirma que a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade e que “o mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduziremos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.

O Executivo enfatizou que o país continuará a adotar medidas para reduzir os danos causados ​​à economia e à renda dos brasileiros, além de diversificar parcerias comerciais e abrir novos mercados para os produtos nacionais, como ocorreu no caso dos acordos do Mercosul com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura.

“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”, detalha a nota.

O tarifaço estadunidense nāo vai incidir sobre carne bovina, café, laranja, suco de laranja, fabricaçāo de aviões, petróleo, celulose, ou seja, itens que não são produzidos nos Estados Unidos.

Com informaçōes da Secom/Presidência da República

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