Na prática, isso significa que contratos com reajuste pelo IGP-M podem ter o aluguel corrigido para cima. Por exemplo, um aluguel de R$ 2.000 pode passar para aproximadamente R$ 2.067, considerando a variação acumulada de 12 meses.
Segundo os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula alta de 3,45% no ano e de 3,34% em 12 meses. A elevação de setembro ocorreu após uma queda de 0,22% registrada em agosto.
Outros indicadores
O avanço do índice foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que saiu de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 2,08% em setembro.
Os preços ao consumidor, medidos pelo IPC, também voltaram a subir, passando de uma deflação de 0,41% para inflação de 0,50%. Já os custos da construção civil tiveram uma alta mais moderada, de 0,25%.
Quando o contrato prevê reajuste pelo IGP-M, o aumento do índice pode elevar as despesas mensais da família. Em um cenário de orçamento apertado, mesmo reajustes considerados moderados acabam impactando as contas domésticas.
Como negociar o reajuste com o proprietário- Pesquise os preços da região: Mostre ao proprietário quanto imóveis semelhantes estão sendo anunciados ou alugados no bairro.
- Destaque seu histórico de bom pagador: Ter pagamentos em dia fortalece seu poder de negociação.
- Proponha um reajuste menor: Em vez do índice integral, sugira um percentual intermediário que seja viável para ambas as partes.
- Negocie benefícios alternativos: Contratos mais longos, manutenção do imóvel ou pagamento antecipado podem ser argumentos para reduzir o aumento.
- Avalie a troca de índice: Em alguns casos, proprietário e inquilino podem concordar em usar outro indicador de reajuste previsto na legislação e no contrato.