De acordo com a portaria do INSS, estão integralmente cumpridas as compensações dos servidores e servidoras abrangidos pelos instrumentos celebrados entre a Administração e as entidades representativas. O ato também estabelece que as obrigações de compensação são consideradas quitadas, observados os registros e controles mantidos pelas unidades competentes.
Segundo a Fenasps, sesde o encerramento da greve, a federaçāo vinha denunciando os inúmeros problemas enfrentados pelos servidores e servidoras para realizar a compensação exigida pelo INSS.
Em 3 de abril de 2023, foi protocolado ofício junto ao Ministério da Previdência Social reivindicando que a greve de 2022 fosse considerada compensada.
Na ocasião, continua, a Fenasps destacou que a negociação foi marcada por entraves e dificuldades. A proposta de compensação coletiva apresentada pela federação, semelhante ao modelo adotado após a greve de 2015 e adaptada à realidade dos processos de trabalho do INSS, não foi aceita pela gestão.
A federação também denunciou alterações na quantidade de horas e pontuações devidas, demora no abatimento das atividades realizadas e desconsideração de tarefas executadas como compensação. Somavam-se a esses problemas as constantes instabilidades e inoperâncias dos sistemas e da internet.
Para a Fenasps, a cobrança da compensação vinha sendo utilizada para aprofundar a lógica produtivista e o assédio institucional contra os trabalhadores e trabalhadoras que exerceram o legítimo direito de greve.
A publicação da Portaria DGP/INSS nº 145/2026 confirma a reivindicação defendida pela FENASPS: as demandas acumuladas durante o movimento grevista já haviam sido compensadas pelo trabalho realizado pelos servidores e servidoras.
O reconhecimento oficial encerra as obrigações relativas à compensação da greve de 2022 para os trabalhadores abrangidos pelos acordos firmados, não cabendo a continuidade de cobranças sobre horas consideradas quitadas pela própria Administração.
De acordo com a Fenasps, o reconhecimento da compensação da greve de 2022 representa uma vitória importante, mas não encerra a mobilização da categoria.
"A luta continua pelo cumprimento integral de todos os compromissos assumidos pelo Governo e pelo INSS nos acordos das greves de 2022 e 2024. Também permanece na pauta a construção de uma solução para a compensação da greve de 2024, que respeite os direitos dos servidores e servidoras e não seja utilizada para impor metas abusivas, aprofundar a lógica produtivista ou promover assédio institucional", enumera em sua página oficial na internet.
Fonte: Fenasps