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Martha Imenes
A Polícia Federal prendeu um homem acusado de participar do esquema fraudulento que fez uma mulher de 70 anos ter prejuízo superior a R$ 37 milhões.
A açāo ocorreu na sexta-feira (14), no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Para evitar cair em golpes que usam falsas plataformas de investimento, especialistas recomendam adotar uma postura cética diante de qualquer promessa de retorno rápido e garantido. Se a oferta parece boa demais para ser verdade, provavelmente é fraude. Antes de investir, é fundamental pesquisar a empresa, consultar órgãos reguladores e verificar o histórico da instituição. Também é importante nunca ceder à pressão: decisões financeiras devem ser tomadas com calma e análise cuidadosa, sem se deixar levar por mensagens que criam urgência artificial.
Como funciona
Esses tipos de golpes virtuais costumam apresentar sinais claros de alerta, alertam especialistas. Um deles é a promessa de lucro garantido, já que nenhum investimento sério assegura retorno fixo e rápido. Outro indício é a pressão para decidir rápido, com mensagens que criam sensação de urgência, como “última chance” ou “vagas limitadas”.
Muitos criminosos também recorrem a perfís falsos, clonando páginas de bancos ou corretoras para enganar usuários. Além disso, pedidos de valores antecipados para liberar supostos ganhos são um sinal evidente de fraude. Por fim, contratos confusos ou pouco detalhados revelam falta de transparência e devem ser vistos com desconfiança.
Por conta disso, é essencial desconfiar de promessas de lucro garantido, verificar se a empresa está registrada na Comissāo de Valores Imobiliários (CVM) ou Banco Central e nunca compartilhar dados pessoais ou bancários fora de canais oficiais. Ou seja, a melhor forma de se proteger é desconfiar de promessas milagrosas, verificar registros oficiais e nunca compartilhar dados pessoais fora de canais seguros.
Exemplos comuns
Golpe da tarefa: Promete renda extra por tarefas simples, mas exige depósitos para liberar ganhos inexistentes.
Golpe das criptomoedas: Plataformas falsas simulam rendimentos em moedas digitais.
Plataformas maquiadas: Sites com gráficos sofisticados mostram saldos fictícios, mas nunca permitem saque.
A investigaçāo
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Criptoabate, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na quinta-feira (13), com o objetivo de desarticular um esquema de fraude eletrônica estruturado por meio de uma falsa plataforma de investimentos. O valor das fraudes pode chegar a R$ 50 milhões.
De acordo com as investigações, a organização criminosa usava a prática conhecida como “pig butchering” (golpe do abate de porcos), quando os criminosos estabelecem uma relação com as vítimas, por meio de mentorias, para induzi-las a realizar investimentos financeiros em plataformas falsas com promessa de alta rentabilidade.
Natural de Presidente Prudente (SP) e morador de Balneário Camboriú (SC), o homem é apontado como dono de instituição financeira ligada ao esquema. Ele responderá pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Com informaçōes da Agência Brasil
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