A partir de junho, o setor sentiu os efeitos da Copa do Mundo, que começou no dia 11 do mês anterior e vai até próximo dia 19. No dia 30, a Abras divulgará uma análise sobre a influência do torneio no consumo ao longo do mês.
"O que percebemos na primeira semana é que teve um aumento da venda dos produtos como bebidas, salgadinhos, e mesmo a própria carne", disse.
O consumo em maio acelerou em relação à abril, quando subiu 1,48%, depois de uma alta forte de 6,21% em março como recuperação após as quedas registradas em janeiro e fevereiro, meses seguintes ao pico histórico de vendas do setor em dezembro.
Segundo o Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços de uma cesta de 35 produtos, o valor médio pago pelo consumidor subiu 2,16% na passagem de abril para maio, saindo de R$ 836,80 para R$ 854,91.
Mais voláteis e sob efeito da entressafra entre maio e julho, quando o clima mais frio e a falta de chuvas afetam o ciclo produtivo, os preços de hortifruti se destacaram entre as altas. A batata subiu 44,69% somente em maio e já acumula alta de 75,84% no ano.
O tomate avançou 20% no mês e soma alta de 86% em 2026. Já a cebola subiu 16% em maio e acumula 48% no ano. Também subiram de preço o feijão, com alta de 6,44% em maio ante abril e de 41% no acumulado do ano, e o leite longa vida, que teve alta de 0,77% no mês e de 22,33% no ano até maio.
Os destaques negativos ficaram por conta do café moído (queda de 8% no ano), do açúcar refinado (-6,73%) e do óleo de soja (-6,65%). Os ovos recuaram 1% em maio, mas ainda acumulam alta de 7% no ano. Entre as carnes, os cortes traseiros subiram 1,9% em maio e 9,97% no ano, enquanto os cortes dianteiros avançaram 5,84% no ano e 1,71% no mês.
Pela análise regional, o Nordeste registrou a maior variação de preços da cesta de 35 produtos em maio, com alta de 2,79%. Ainda assim, a região encerrou o custo da cesta com menor custo médio da cesta com preço médio de R$ 772,51.
Considerando apenas itens básicos, numa lista da Abras que reúne 12 produtos essenciais do consumo, o custo da cesta básica subiu, em média, 0,81%, de R$ 354,22 para R$ 357,10, pressionado mais pela carne, arroz e feijão, mas ajudado pela queda do açúcar, do café, do óleo de soja, da farinha de mandioca e de trigo.