Segurança digital em bancos exige resposta imediata contra ataques cibernéticos

Segurança digital em bancos exige resposta imediata contra ataques cibernéticos

Washington Bruno, diretor nacional de Operações e Delivery na Globalweb, a Central de Comando e Operações (CCO)

Com a crescente digitalização dos serviços bancários a segurança das instituições financeiras passou a depender de estratégias cada vez mais sofisticadas. Ataques cibernéticos não apenas ameaçam dados sensíveis, mas também colocam em risco a continuidade de serviços mais utilizados, como o Pix. Nesse contexto, a atuação de estruturas especializadas e monitoramento preventivo é essencial para garantir a confiança do cliente e a estabilidade do sistema financeiro.

De acordo com Washington Bruno, diretor nacional de Operações e Delivery na Globalweb, a Central de Comando e Operações (CCO), núcleo operacional em situações de ataque cibernético. “A CCO integra monitoramento contínuo, resposta a incidentes e gestão da continuidade dos serviços. Isso permite identificar rapidamente comportamentos anômalos, isolar ambientes comprometidos e acionar planos de contingência”, explica. Segundo ele, com mecanismos como o failover, que transfere automaticamente a operaçāo de um sistema, servidor, rede ou componente de hardware/software para um sistema de backup quando o principal falha ou fica indisponível. Com isso, os serviços podem continuar operando mesmo sob tentativa de invasão.

Outro ponto importante é a antecipação de ameaças que surgem fora do ambiente bancário. O monitoramento da Deep e Dark Web, realizado por soluções como o Safe Data Monitor, permite identificar credenciais vazadas, menções a ativos da instituição e movimentações suspeitas. Com essas informações, as equipes podem redefinir acessos, reforçar autenticações e bloquear possíveis vetores de entrada antes que o ataque ocorra. “Essa visibilidade antecipada muda a postura das instituições, que deixam de agir apenas de forma reativa e passam a atuar preventivamente”, afirma.

A ampliação das integrações entre bancos com o Open Finance também aumentou a superfície de exposição. Para proteger essas conexões, a Globalweb adota uma abordagem em camadas, que inclui criptografia avançada, autenticação forte, gestão de identidades e monitoramento contínuo do tráfego. Além disso, análises comportamentais identificam padrões fora do esperado e bloqueiam tentativas de exploração em tempo real. O objetivo é garantir que, mesmo em um ambiente altamente conectado, os dados dos correntistas permaneçam protegidos em toda a jornada.

Um dos principais riscos de segurança ainda está ligado ao uso indevido de acessos, senhas frágeis ou compartilhamento de credenciais. Por isso, soluções rigorosas de controle de acessos (IAM) e governança de TI são fundamentais. “Cada usuário deve ter apenas o acesso necessário para exercer sua função, seguindo o princípio do menor privilégio. Com autenticação multifator, revisões periódicas e monitoramento contínuo, o impacto de um eventual uso indevido é rapidamente limitado”, destaca.

Além de evitar prejuízos financeiros, manter os sistemas seguros e funcionando sem interrupções é essencial para preservar a confiança dos clientes nas instituições financeiras.Falhas ou indisponibilidades afetam imediatamente a percepção do cliente e podem comprometer a credibilidade no ambiente digital. “A confiança do cliente é construída na consistência da operação, principalmente nos momentos críticos. Investir em monitoramento contínuo é investir diretamente na reputação da marca”, ressalta.

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